Com uma história que atravessa gerações, a Portugália é um dos nomes mais conhecidos da restauração em Portugal. A 10 de Junho de 2025 celebrou o seu centenário. Um século de história só possível certamente por se manter fiel às suas raízes e, ao mesmo tempo, se ter projectado para o futuro, abrindo novos espaços, adquirindo novas insígnias, conceitos que acompanham a evolução do sector, e as expectativas, cada vez mais exigentes, do cliente.

Numa entrevista que pretende celebrar o seu centenário, o Grupo Portugália partilha connosco como encara o legado e o que tem vindo a construir, a sua adaptação ao crescimento do turismo em Portugal e a importância das parcerias como a que detém com o Horto do Campo Grande (HCG), que têm elevado a experiência dos seus clientes.

100 anos de história é um orgulho e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. De que forma encaram este legado?
Chegar aos 100 anos é, sem dúvida, um motivo de enorme orgulho. Em particular, no sector da restauração, onde, em média, a longevidade de um restaurante raramente ultrapassa os 5 anos. Por isso, celebrar este marco é importante, não apenas como reconhecimento, mas também como um momento de agradecimento a todos que fizeram parte desta jornada. Contudo, este centenário também representa uma grande responsabilidade: garantir que o grupo esteja preparado para os próximos 100 anos. Adaptar as nossas marcas ao mercado e à evolução do sector é fundamental, e é por isso que o recente rebranding da marca Portugália foi uma das nossas iniciativas para garantir a relevância da marca no futuro, destaca o representante do Grupo Portugália.

O turismo tem vindo a crescer em Portugal, nomeadamente em Lisboa e no Porto. Que oportunidades proporcionou e que desafios trouxe ao sector da restauração em geral, e ao grupo em particular?
O crescimento do turismo trouxe grandes oportunidades para a restauração em Portugal, mas também gerou desafios a vários níveis. O aumento do número de turistas exigiu uma adaptação do grupo, não só no atendimento e na qualidade do serviço, mas também na forma como comunicamos e interagimos com esse público. Para nós, é essencial garantir que, além de ser relevante para os turistas, ofereçamos uma experiência de restauração de excelência, assegurando não só um volume de negócios imediato, mas também contribuindo para a contínua valorização de Portugal como destino turístico de classe mundial.

O Grupo Portugália é actualmente detentor de outras insígnias. O que motivou essa estratégia?
O objectivo sempre foi ser um grupo de referência no sector da restauração. Para alcançar isso, entendemos que é essencial ter marcas fortes e bem posicionadas, que se destaquem nas suas respectivas áreas. Ter no portfólio marcas como a Portugália, La Brasserie de L’Entrecôte, Cervejaria Trindade e Cervejaria Ribadouro permite consolidar a presença no mercado e continuar a oferecer uma oferta diversificada e de alta qualidade aos clientes.

A escolha da localização para a abertura de novos espaços é hoje ainda mais estratégica. Como é feita essa selecção e quais as que consideram mais emblemáticas?
A localização é crucial para o sucesso de qualquer negócio, no sector da restauração isso é ainda mais importante. Essa selecção tem em consideração o posicionamento da marca, a compatibilidade com o público-alvo e as características logísticas do espaço. A localização deve ser coerente com a oferta da marca e garantir uma experiência de qualidade aos clientes. Entre os espaços mais emblemáticos, destaca-se o Padrão dos Descobrimentos, um local com forte simbolismo histórico, que oferece uma combinação única de localização privilegiada e ambiente muito característico.

O Grupo tem vindo a fazer uma requalificação dos espaços e, nessa renovação, as plantas têm ganho expressão, tanto no interior como no exterior e respectivos acessos, como foi o caso da Portugália Cervejaria Belém, no emblemático edifício Espelho de Água, junto ao Padrão dos Descobrimentos.
A que se deve essa preocupação na introdução de plantas na decoração dos espaços? De que forma valoriza e contribui para reforçar a identidade dos espaços?
As plantas têm uma presença marcante onde quer que estejam. A relação com elementos naturais traduz-se em ambientes acolhedores e confortáveis, criando imediatamente um sentido de “casa” para quem frequenta o espaço. A introdução de vegetação na decoração contribui para suavizar o ambiente e oferece uma experiência mais relaxante, ao criar um ambiente de maior harmonia, que torna os espaços mais acolhedores e conectados com a natureza, explica-nos Inês Moura, arquitecta que projectou os espaços do grupo.

Elegeram como parceiro no apoio a esta “intervenção verde” o HCG. Como definem a relação que se estabeleceu com a equipa, tanto em termos de propostas, como na disponibilidade e rapidez de execução?
A parceria com o HCG tem sido fantástica e tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos. A equipa é altamente eficiente e está sempre pronta para ajudar, desde a primeira proposta até à execução final. O HCG tem sido um parceiro de confiança, seja em remodelações pontuais, como a da Portugália Cervejaria Belém, ou em outros projectos. A disponibilidade e a dedicação da equipa são sempre evidentes, o que reforça a união entre as duas entidades.

As esplanadas são hoje muito procuradas e valorizadas pelo cliente. De que forma as plantas conseguem valorizar esses espaços?
Segundo a arquitecta Inês Moura, o clima de Portugal convida naturalmente à criação de esplanadas, espaços perfeitos para refeições ao ar livre. Integrar plantas nesses ambientes cria a sensação de estar num jardim, oferecendo um refúgio mais calmo e acolhedor. É certo que as plantas ajudam a suavizar a estética urbana, ao criar um espaço mais tranquilo e convidativo para os clientes, permitindo-lhes desfrutar da refeição num ambiente que remete para a natureza.

As floreiras Horto Collection, feitas por medida e com acabamento personalizado, foram a opção escolhida para a criar uma barreira a toda a volta da zona de esplanada da Portugália Cervejaria Belém. De que forma estas soluções à medida respondem às vossas necessidades?
Todos os projectos de arquitectura do Grupo são bespoke, destaca Inês Moura, o que significa que cada pormenor é pensado à medida das necessidades do cliente e do espaço. A possibilidade de criar floreiras personalizadas foi fundamental para garantir que o design do espaço fosse único e coerente com o conceito da marca. Estas soluções à medida elevam a intervenção, criando uma experiência que se ajusta perfeitamente à identidade do local. 

Para além do projecto e respectiva execução, o Grupo Portugália recorreu também ao serviço de manutenção do HCG. Quais consideram ser a mais-valia deste serviço?
O serviço de manutenção é uma mais-valia crucial. O HCG tem sido extremamente rigoroso na manutenção das plantas, o que garante que os espaços se mantenham sempre impecáveis. A equipa de manutenção é profissional e cumpre os planos de cuidados com as plantas de forma eficiente. A integração do serviço de instalação e manutenção fortalece ainda mais a parceria entre as entidades, oferecendo um acompanhamento contínuo e de alta qualidade.

Falámos com Patrícia Brízida, responsável pelo departamento de Manutenções Exteriores do Horto do Campo Grande, para nos explicar a selecção de espécies para este espaço:
“As espécies Metrosideros sp., Myrtus communis, Rosmarinus officinalis, Loropetalum chinense, Pittosporum tobira ‘Nana’, Stipa tenuissima e Festuca sp. foram seleccionadas para este projecto pela variedade de texturas, colorações e tipos de folhagem, que conferem contraste, movimento e interesse visual ao espaço ao longo de todo o ano. Para além do seu valor ornamental, todas apresentam elevada tolerância à exposição solar, ao vento e à proximidade do rio, assegurando uma óptima adaptação às condições ambientais do local. Esta selecção combina qualidade estética, coerência paisagística e sustentabilidade, resultando num conjunto harmonioso, resistente e visualmente equilibrado”.

Fotografias © Pedro Bettencourt / Companhia das Cores

© Companhia das Cores para Horto do Campo Grande