


MARTINHAL RESIDENCES:
OS DESAFIOS DE UMA MANUTENÇÃO ESPECIAL

O Martinhal Residences, localizado no Parque das Nações, Lisboa, é um exemplo de sofisticação e luxo, com uma ligação harmoniosa à natureza. Este empreendimento residencial, da autoria do premiado arquitecto Eduardo Capinha Lopes, conta com um projecto de paisagismo desenvolvido pelo atelier Ceregeiro – Arquitectura Paisagista, Lda.. O Horto do Campo Grande foi o responsável pela execução deste projecto de paisagismo, que garantiu a implementação de soluções verdes que se alinham com as exigências do ambiente e do design contemporâneo do edifício, e preservam a essência ecológica do empreendimento.
Actualmente, o Horto do Campo Grande assegura também a manutenção do espaço, quer das zonas comuns do empreendimento, quer da vegetação existente nas varandas dos apartamentos. Uma manutenção exigente, que requer um cuidado especial, por o empreendimento integrar uma zona de aparthotel, com um acentuado fluxo de utilização, assim como por a manutenção da vegetação nas varandas do empreendimento, ser feita de forma pouco convencional.
Para garantir o bom estado das plantas, sem comprometer a privacidade dos utilizadores dos diferentes apartamentos, a manutenção das floreiras das varandas é feita utilizando um bailéu suspenso, uma técnica inovadora que permite realizar a manutenção das plantas pelo exterior do edifício, em suspensão.
Patrícia Brizida, responsável pelo Departamento de Manutenção de Exteriores do Horto do Campo Grande, e Inês Antunes, gestora do cliente, partilham connosco os principais desafios deste projecto.
Manter as plantas nas varandas sem comprometer a privacidade dos residentes é uma tarefa exigente. Como é realizada a manutenção nestas áreas, para manter a privacidade dos moradores? Que cuidados especiais são tomados?
Como explica Patrícia Brizida, existe uma articulação diária com a equipa de gestão do edifício para definir as fachadas e os pisos onde será realizada a manutenção. Os moradores estão informados sobre a dinâmica necessária à conservação das floreiras. Sempre que existe algum impedimento (situação mais frequente nos pisos geridos em regime de hotel) a equipa é previamente informada para não intervir nessas varandas, garantindo total respeito pela privacidade dos utilizadores.
A manutenção em altura implica um trabalho de grande exigência física e técnica. Como é que a equipa do Horto do Campo Grande se prepara para as dificuldades impostas para este tipo de manutenção? Que procedimentos específicos são seguidos?
A manutenção em altura exige um elevado nível de preparação técnica e física, pelo que a equipa do HCG é cuidadosamente seleccionada e formada para responder a este tipo de desafios. Os colaboradores alocados a esta intervenção possuem formação específica em trabalhos em altura, garantindo que conhecem e aplicam todas as normas de segurança associadas a este tipo de operações. Adicionalmente, os colaboradores receberam formação especializada para a utilização do bailéu suspenso, ministrada pela própria empresa responsável pela sua instalação, garantindo o correcto manuseamento do equipamento.
“Durante todas as intervenções são cumpridos os procedimentos legais e de segurança em vigor. Os técnicos utilizam os Equipamentos de Protecção Individual (EPI) adequados (arnês, capacete, sistemas de retenção e restantes dispositivos) minimizando os riscos associados a este tipo de operação”, refere a Arqta. Paisagista Inês Antunes, responsável pela equipa de manutenção HCG.


Quais são os maiores desafios que a equipa enfrenta, nomeadamente com condições climatéricas adversas, etc.?
Os trabalhos realizados em altura exigem uma monitorização constante das condições climatéricas. Assim, o bailéu suspenso não é, em circunstância alguma, utilizado quando se verificam condições meteorológicas adversas, como vento forte, chuva ou outras situações que possam comprometer a estabilidade e a segurança da operação.
Importa ainda referir que o próprio bailéu está equipado com um anemómetro que, a partir de uma determinada velocidade do vento, emite um alerta indicando a necessidade de recolher o equipamento e suspender imediatamente os trabalhos de manutenção. Este sistema funciona como um alerta adicional de prevenção, permitindo à equipa agir atempadamente e reduzir qualquer risco associado.
“Desta forma, a prioridade do HCG é sempre a segurança dos seus colaboradores, garantindo que todas as intervenções são realizadas apenas quando estão reunidas as condições adequadas para um trabalho seguro e controlado”, partilha a Arqta Paisagista Patrícia Brízida.


Quais são os principais desafios logísticos ao executar a manutenção nas zonas comuns de um empreendimento com estas características, nomeadamente relvados e sebes, muitas delas localizadas em zonas frequentadas pelos hóspedes e residentes ao longo do dia em momentos de pausa e lazer? Como é que a equipa consegue conciliar os trabalhos sem comprometer a experiência, e o bem-estar do cliente?
A equipa adopta uma postura discreta e profissional, privilegiando equipamentos adequados e garantindo que os espaços permanecem limpos, organizados e rapidamente disponíveis após cada intervenção. É também dada preferência à utilização de máquinas a bateria, mais silenciosas e menos poluentes do que os equipamentos a combustão, contribuindo para a redução do ruído e para um ambiente mais confortável e sustentável.
A coordenação com a gestão do empreendimento é igualmente essencial, permitindo antecipar necessidades específicas e ajustar o planeamento em conformidade.
Em suma, embora seja um processo exigente, a prioridade é encontrar o equilíbrio entre a execução eficiente das tarefas de manutenção e a preservação de um ambiente tranquilo e confortável para todos os utilizadores, assegurando que a qualidade dos espaços acompanha o nível de excelência esperado num empreendimento com estas características.

Fotografias © Pedro Bettencourt / Companhia das Cores