A reconversão das zonas comuns do Edifício Green Park, em Lisboa, desenvolvida pela Savills Portugal, teve como base modernizar e dinamizar o piso de entrada, introduzindo novas funcionalidades e ambientes. Com a participação do Horto do Campo Grande, a interacção com a natureza foi privilegiada, através da selecção de plantas adequadas aos espaços interiores.
Localizado junto à Praça de Espanha, este empreendimento com mais de 62.000m² conjuga habitação, escritórios e comércio, sendo um marco pela sua linguagem arquitectónica. Contudo, encontrava-se desajustado às novas tendências, o que motivou o projecto de valorização das suas qualidades espaciais, com o objectivo de modernizar os espaços comuns e reforçar a sua identidade.
Modernização & Novos Conceitos
O projecto procurou transformar o piso de entrada num espaço multifuncional, indo além da recepção tradicional, destacando-se a reorganização do openspace, com a recepção ao centro e valorização do pé-direito.
Foram criadas zonas de lounge, WorkCafe, áreas de trabalho e lazer, bem como anfiteatros e salas de reuniões, promovendo um espaço versátil e contemporâneo. O conceito industrial foi mantido, combinando a estética sóbria com elementos naturais e apontamentos de cor, resultando num ambiente amplo, moderno e mais convidativo.
O poder das plantas no projecto “Edifício Green Park”
As plantas assumiram um papel central conferindo vida, conforto e bem-estar aos espaços, incentivando uma utilização prolongada. Funcionam como elementos escultóricos, que evocam a natureza no espaço construído, reforçam a ligação interior-exterior e organizam os ambientes sem comprometer a fluidez visual.
Este equilíbrio contribui para criar espaços mais acolhedores que valorizam a experiência do utilizador e a identidade do edifício.
As propostas do Horto do Campo Grande
O Horto do Campo Grande definiu uma selecção de plantas adaptadas ao clima e às condições de luz, com o objectivo de criar uma sensação de frescura e tornar os espaços mais criativos e convidativos.
A escolha das espécies teve em conta a orientação solar, a luz natural, a estética e funcionalidade, optando-se por combinações equilibradas entre simplicidade e diversidade. Foram utilizadas espécies como Chamaedorea Elegans, Strelitzia Nicolai, Croton Petras, Dypsis Lutescens, Espada de São Jorge, Calatheas, Lírio da Paz, Zamioculca e Philodendron Xanadu, entre outras, garantindo harmonia visual e adaptação aos diferentes ambientes.
O resultado traduz-se num espaço renovado, onde a natureza se integra de forma estratégica, reforçando o carácter moderno, dinâmico e “green” do edifício.
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