O Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO Lisboa) assinalou, no passado dia 27 de Fevereiro, os 70 anos da sua Unidade de Apoio Domiciliário (UAD).

Criada a 27 de Fevereiro de 1956, pelo Professor Francisco Gentil e pelo Doutor Silveira Botelho, com o apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro e pela Fundação Calouste Gulbenkian, teve como objectivo, pioneiro na época, garantir a prestação cuidados domiciliários a doentes oncológicos, promovendo igualmente o apoio mais humanizado às respectivas famílias.

Para assinalar a data, foi plantada uma oliveira no recinto do IPO Lisboa, doada pelo Horto do Campo Grande, aqui representado por Diana Pinheiro, do Departamento de Marketing e Comunicação do HCG. Sendo uma árvore milenar, cujas primeiras referências em Portugal remontam ao séc. VII e tanto diz aos portugueses, simbolizando paz, resiliência, esperança, mas sobretudo vida, a associação à história da UAD e ao percurso de doentes e famílias no decorrer da prestação dos serviços fez todo o sentido; e inaugurada uma exposição fotográfica evocativa da história e evolução da UAD ao longo dos 70 anos.

Madalena Feio, coordenadora da UAD, destacou que “celebrar 70 anos da Unidade de Assistência Domiciliária é reconhecer o impacto profundo que esta equipa tem tido na vida de milhares de doentes e famílias”.

A equipa da UAD do IPO Lisboa conta actualmente com 12 profissionais, entre os quais médicos, enfermeiros, assistente social e assistente espiritual. Acompanha cerca de 65 doentes por ano, realizando 2.000 visitas domiciliárias e 2.250 consultas telefónicas.

A oliveira doada foi apelidada de “Árvore da Esperança”, assinalando a resiliência de quem luta contra a doença oncológica e o espírito de missão da UAD, que após sete décadas se mantém uma referência nacional na humanização nos cuidados domiciliários, contribuindo para a redução de internamentos e melhoria da qualidade de vida de milhares de famílias.

© Companhia das Cores para Horto do Campo Grande