A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves recebeu, no passado dia 23 de maio, um recital de violoncelo e piano promovido pela Embaixada da Turquia em Portugal, integrado nas comemorações do centenário do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a Turquia e no encerramento da semana dedicada ao Dia Internacional dos Museus. Para o evento, o HCG colaborou na ambientação do terraço do museu, através da cedência de plantas colocadas em floreiras Horto Collection brancas, contribuindo para criar um enquadramento natural e acolhedor para o concerto.
Instalada na antiga Casa Malhoa, a atual Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um dos espaços museológicos de referência da cidade de Lisboa. O edifício, projetado por Norte Júnior entre 1904 e 1905 para residência e atelier do pintor José Malhoa, recebeu o Prémio Valmor em 1905 e foi considerado a primeira casa-de-artista construída de raiz na capital. Em 1932, a propriedade foi adquirida pelo médico e colecionador António Anastácio Gonçalves, que ali passou a viver e a reunir uma extensa coleção de arte e artes decorativas.
Legada ao Estado português após a morte do colecionador, a casa transformou-se em museu público em 1980. O acervo reúne atualmente cerca de três mil peças, distribuídas por diferentes núcleos, entre os quais pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, porcelana chinesa, mobiliário português e estrangeiro, escultura, ourivesaria, têxteis, cerâmica, pintura europeia e artes decorativas. Em 1996, o espaço foi ampliado e requalificado através de um projeto dos arquitetos Frederico e Pedro George, permitindo reforçar as áreas dedicadas ao acolhimento de visitantes e exposições temporárias.


Foi precisamente no terraço deste edifício histórico que decorreu o recital protagonizado por Burak Özkan, no violoncelo, e Bernardo Santos, ao piano. O programa percorreu obras de compositores como Felix Mendelssohn Bartholdy, Sergei Rachmaninoff, Antonín Dvořák e Astor Piazzolla, cruzando repertório clássico europeu com influências contemporâneas e tradicionais.
A intervenção do Horto do Campo Grande procurou acompanhar o caráter cultural e arquitetónico do espaço, valorizando a experiência do público através de uma presença vegetal discreta e integrada. As floreiras brancas Horto Collection foram utilizadas para enquadrar a área do concerto e reforçar a atmosfera intimista do terraço, sem comprometer a leitura patrimonial do edifício.
“Este foi um evento particularmente interessante pela ligação entre património, música e decoração vegetal. Procurámos criar um enquadramento natural que acompanhasse o ambiente do concerto e a identidade do espaço, contribuindo para uma experiência mais confortável e envolvente para o público.”, refere Patrícia BrÍzida, Arquiteta Paisagista, responsável pelo Departamento de Manutenções Exteriores do Horto do Campo Grande.
© Companhia das Cores para Horto do Campo Grande